segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Descobrir Angola 2300KM de Jimny

Desta vez, fim de semana prolongado o percurso escolhido foi algo em grande, de forma a ser memorável e inesquecível.

Algo nunca antes feito por ninguém da empresa, em tão pouco tempo e com jimnys.

2300 Km, dos quais 900 foram em terra!!!

Os aventureiros foram:

Rêgo – baraços, busca pólos, electrão é á escolha loool
Saldanha – Mister muscle
Nuno – fresco e fofo
Portilha – Cabinda boy
Fonseca – Bar men

Ex o Programa Inicial da Viagem:

Sábado
04h00 – Partida do Morro Bento
10h00 – Huambo
15h00 – Partida para o Lubango
20h00 – Lubango

Domingo
14h00 – Partida para o Namib
20h00 – Acampamento no deserto do Namib

Segunda-feira
13h00 – Partida para Benguela, Lobito
00h00 – Chegada a Luanda

Jimnys atestados e com bidon de 20Litros de reserva na mala, comida, tendas e roupa de cama…partimos com atraso de meia h, as 4h30 da matina, em direcção Viana, para apanhar a estrada Dondo – Humanbo,
Até a esta hora a um sábado, apanhamos montes de transito para sair da cidade, no Dondo estava planeado abastecer, mas eis que temos a primeira surpresa;

Não havia combustível!!!

Ou esperávamos 2h para o camião descarregar, ou seguíamos viagem e abastecíamos mais a frente noutra vila. Opção tomada, claro!

Estrada fora as paisagens vão-nos surpreendendo, não só pela beleza, como pela magnitude de algumas.
As aldeias, são também sempre uma surpresa, já tocaram num macaco bebé? Que estava a venda por 2000 Quanzas (20 euros)!



Eis a segunda surpresa, miúdos a andar de trotinetas, claro que não pude resistir e lá cravei uma voltinha, o resultado foi este:




O que para nós foi magnifico e divertido, para os miúdos foi uma alegria contagiante como se pode ouvir no vídeo, há alguma coisa melhor que as gargalhadas destes miúdos que de certeza nunca andaram numa normal bicicleta com pedais ou rodinhas, mas nem por isso deixam de sorrir e ser felizes!



O Fonseca queria encontrar a casa da sogra, que morava na Aldeia 8, uma aldeia colonial, mas já não restavam casas coloniais, no entanto fica aqui a prova como procuramos:








Chegamos a vila, onde supostamente existia posto de abastecimento….



Pode-se ver do lado direito da imagem os bidons, da “Bomba”, mais uma vez não atestamos, pois além de ser cara a gasolina destes “postos de abastecimentos” muitas vezes é misturada com água.

A gasolina estava a acabar, tivemos de recorrer aos Bidons que levávamos e aproveitei para fazer a 1ª acção social:




Depois de abastecimento, a chuva, nada bem vinda numa viagem destas, mas acompanhou-nos ate ao Huambo

O Huambo é uma cidade grande, maior que Luanda, bem mais organizada e limpa, esteve para ser a capital de Angola, no tempo colonial, assim os edifícios ainda se mantêm.
Não tem muito transito nem o stress de Luanda, as ruas são largas e as pessoas educadas tem jardins limpos e plantados e parque da cidade;






Paragem para o almoço e para o Fonseca verter águas……mas algum dia poderíamos fazer o mesmo em Luanda sem aparecem a chatear!??!?



Um cafezinho e duas colas para os engraxadores de sapatos, que estavam encharcados:



Rumo ao Lubango, já ao anoitecer, o percurso foi este:



Com momentos de divertimento com os miúdos e distribuição de roupa..





A trilha continua…. Será que os jimnys passam sem a ponte cair?



Já muito tarde e com bastante fome, nada melhor que parar, fazer fogueira e assar um belo de um chouriço, que nível!!!





Com a cidade do Lubango a vista e já passando da 00h00, hora de montar acampamento numa zona ao que depois descobrimos, fora minada…..

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O acordar foi por volta das 06h00



LUBANGO – para mim a melhor cidade, limpa, organizada, as pessoas mais educadas e mais civilizadas, cumpridoras da lei e sem sermos olhados como os “branquinhos”






Fenda da TUNDAVALA (um local que toda a gente dizia que não podia ir embora sem visitar, e de facto vale bem a pena)





Faz-nos relembrar o quanto insignificantes somos, perante a magnificência da natureza. A vista até ao horizonte, onde os olhos não conseguem ver para lá e já nem a imagem tem defenição, permite verificar que o Mundo é um lugar magnifico com milhões de belas paisagens, e que nos devemos sentir felizes quando temos a oportunidade de presenciar alguns locais.

Bastam alguns segundos a contemplar a paisagem para sermos transportados para sonhos, memórias e recordações de locais “semelhantes” que visitamos na presença de …, pais, amigos.
A vontade de me pendurar era grande, e dou por mim a observar a rocha, relembrado as vezes que escalei e desci em rappel, fiquei com um certo receio pela altura e inacessibilidade do local, e finalmente percebi o receio que alguém tinha sempre que ia escalar ou rappellar comigo. De facto vencer o medo do abismo é um passo grande que só o superamos se as pessoas que nos rodeiam nos derem a confiança necessária.
Como não foi o caso, nem sequer pensei em me equipar…..

Rumo ao NAMIB que era o destino para passar a noite, a famosa Serra da Leba,





O despertar foi como deve ser sempre no deserto, com o nascer do sol, já em Marrocos tive esta sensação, contemplar o nascer do sol num local tão inospico e onde a vida animal é quase nula, ainda hoje não sei o que sentir…



E agora a parte mais dura da viagem, Namib – Benguela, 350Km de pura picada de pedra dura,






Existem nesta zona povos nómadas, tribos que ainda vivem segundo antigas tradições e costumes, onde quem manda é o Sova, o líder de cada aldeia.
Têm a tradição de colocar uns cordéis á volta dos seios que os empurram para baixo, os anéis na perna simbolizam as cabeças de gado.



a continuação da vaigem não foi tranquila, pois furamos 3 vezes e não havia 3 pneus suplentes, mas o relato ria ficar mt extenso.

Um grande abraço aos leitores
Um grande beijo as leitoras

Com esta mensagem terminam as minhas viagens por Angola, está também quase a chegar ao fim a minha passagem por aqui, mas informo que não vou encerrar o blog, vou continuar a escrever.

Um sincero e simples, OBRIGADO a todos os que desse lado do ecrã me apoiaram e deram força.


esta mensagem foi toda escrita em angola e publicada em portugal, com duas semanas de atraso.